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Mostrando postagens de Janeiro, 2009

45 anos depois do primeiro crossover Marvel/DC

Todo mundo está careca de saber que o primeiro encontro entre Marvel e DC Comics ocorreu em 1976, com a edição tabloide que uniu Superman e Homem-Aranha na mesma história. Desde então, o leitor teve a oportunidade ver os X-Men se confraternizarem com os Novos Titãs, Galactus se encontrar com Darkseid, os Vingadores saírem no tapa com os Justiceiros etc., etc., etc. Pois é, não faltaram crossovers – aquela palavrinha mágica que usamos ao nos referirmos a esses deliciosos caça-níqueis das editoras norte-americanas.

Mas houve uma época em que isso não era lugar-comum, e os autores tinham de sambar para atender, criativamente, o anseio dos leitores, que queriam, porque queriam, ver seus heróis favoritos atuando juntos. Questões contratuais e de direitos autorais não permitiam essas histórias – pelo menos até Stan Lee e Carmine Infantino (então, Publisher da DC) se sentarem pra firmar o encontro do Cabeça-de-Teia com o Azulão –, então os roteiristas se valiam de subterfúgios meio que “pil…

Volare com Berardi e Milazzo!

(Milazzo e a gangue) Marcos Lícius, seu chapa aqui,
Franco, Primaggio, Lobo, Dario Chaves, Batata
Aoki e Pedro Bahia.

Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo formaram a dupla de criadores mais importante dos fumetti (as Histórias em Quadrinhos italianas). A parceria teve início em 1974, e desde então, produziu uma quantidade quase incontável de clássicos da Arte Seqüencial, o que rendeu no processo, muitos prêmios e homenagens.

Pode-se afirmar que sua mais famosa criação seja o caubói narigudo Ken Parker. Conhecido internacionalmente, Ken Parker estreou no Brasil em 1977 por meio da (hoje) saudosa Editora Vecchi, do Rio de Janeiro. No começo deste século, a Tapejara, do jornalista e especialista em HQs Wagner Augusto fez um trabalho primoroso, publicando na íntegra todos os 59 volumes da série original de Rifle Comprido (apelido do herói).

Mas há outros trabalhos da dupla que merecem destaque, como Marvin: O Caso de Marion Colman, Tom’s Bar,Contrastes e Noturno – todos, editados por estas ban…

Au revoir Moliterni!

Faleceu ontem (21 de janeiro de 2009), o crítico, historiador e quadrinista francês ClaudeMoliterni. Foi um dos idealizadores do famoso Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême. Por aqui, o primeiro a dar a notícia foi Bira Dantas, em seu blog Caricas do Bira.
Com um currículo invejável, fez de tudo um pouco dentro do ambiente da “Banda Desenhada” – sua paixão maior –, como a produção da primeira Enciclopédia Larousse dos Quadrinhos, e a idealização do “ICON” (International Comic Organization), o 1º Congresso Internacional de Quadrinhos, que ocorreu em abril de 1972, em Nova York. Na ocasião, Moliterni reuniu a nata das HQs mundiais, como Hergé, Druilet, Emílio Freixas, Harvey Kurtzman, Neal Adams, Stan Lee, Jayme Cortez e Mauricio de Sousa, entre tantos outros.

Criador do personagem Harry Chase, ambientou uma de suas histórias no Brasil, com direito a colocar o amigo – e também lenda dos Quadrinhos – Álvaro de Moya como o vilão da trama.

Fica aqui registrada homenagem à memó…

A “identidade secreta” de Joe Shuster

A notícia caiu como uma bomba no fandom americano esta semana. O historiador Craig Yoe, conhecido como o “Indiana Jones” dos pesquisadores e autor de vários livros dedicados a quadrinhos ousados e obscuros, escreveu Secret Identity(Identidade Secreta), onde mostra em suas páginas, vários desenhos de forte teor erótico feitos por ninguém menos que Joe Shuster, um dos criadores de Superman. A introdução é redigida por outra lenda das HQs: Stan Lee.

De acordo com o release da editora Abrams Comic Arts, o material compilado por Yoe provém do início dos anos 1950, e foi feito por encomenda para uma série chamada Nights of Horror, que era vendida informalmente, sem o intermédio de uma distribuidora credenciada. Eventualmente, essa publicação foi banida devido à cruzada empreendida pelo psiquiatra Fredic Wertham.
Vale lembrar que, naquela ocasião, Shuster, praticamente esquecido, disputava com a DC Comics os direitos de seu principal personagem, enquanto zanzava por outras editoras menores nu…

O último Fantasma da Opera

Assim que a Opera Graphica anunciou que encerraria suas atividades editorias, também prometeu lançar em 2009 o aguardado livro dedicado ao Fantasma – famoso e querido personagem criado em 1936 por Lee Falk.

Fiquei contente com a notícia, pois sei que se trata de uma obra monumental, executada por várias mãos competentíssimas que se uniram para compor um trabalho praticamente definitivo sobre o universo mítico do Espírito-que-Anda (assim como já havia ocorrido antes com o livro O Tico-Tico 100 Anos - Centenário da Primeira Revista de Quadrinhos do Brasil). Aliás, nem disfarço o orgulho de fazer parte dessa “Patrulha da Selva” de colaboradores: inicialmente como editor, e, posteriormente, como articulista de dois textos distintos que farão parte do calhamaço.

Em meados de 2005, comentei com Franco de Rosa o quanto seria legal se lançássemos um livrão do personagem no ano seguinte, em comemoração às suas sete décadas de aventuras impressas. Seu sócio, Carlos Mann aprovou a idéia na hora …

Meteoro – super-herói por excelência!

Olá, querido amigo! Que 2009 seja um ano repleto de alegrias e realizações para você, OK? Reinicio hoje, as atividades do blog. Vamos, então, às primeiras novidades! No mês passado, a HQM Editora anunciou em seu site que a primeira história da nova série do meu personagem Meteoro irá estrear este ano. Assim, para aguçar um pouco mais a curiosidade do leitor, reproduzo aqui, imagens e textos que divulguei por volta de setembro (via e-mail) entre alguns poucos conhecidos.
Ah, e para dar mais "sabor" a este tópico, aproveito também para reproduzir um trecho da reportagem feita comigo e que será publicada na íntegra na revista de estréia:
"'Os leitores costumavam enviar cartas dizendo o quanto Meteoro soava real e original, como se fosse um conhecido deles.', e isso era evidenciado pelo comportamento despojado do personagem, e de seus bordões tipicamente paulistanos como 'Orra!' e 'Cai fora, ô meu!'.

A respeito da nacionalidade de Meteoro, o escrit…